13/03/2012

Faça a diferença


                Como diz meu perfil, eu sou um projeto de cinéfilo, adoro assistir filmes, sempre que tenho tempo eu assisto alguma coisa, e com o Oscar 2012 tive algumas boas sugestões do que assistir, mas nesse post vou me concentrar nos 3 filmes que me fizeram parar e pensar na vida, em ordem cronológica foram:

A Árvore da Vida (Terrence Malick)
                Esse foi o que vi a mais tempo, auto contemplativo tem uma história comum a todos. A vida. Esse filme traz consigo uma relação de amor e ódio, quem o assistiu e gostou, adorou de todas as formas possíveis, mas quem não gostou, nunca gostará. Brad Pitt estava indicado a melhor ator por “O Homem que mudou o Jogo”, mas em minha humilde opinião, em A Árvore da Vida ele estava muito melhor interpretando um homem inteligente, de família e hábitos militares. A relação da mãe com os filhos é simplesmente linda, e dá vontade de você sentar em sua varanda, na sua cadeira de balanço, e ver aquela árvore que você plantou crescer um pouco a cada dia.

O Artista (Michel Hazanavicius)
                Rodado na França, em preto e branco, mudo, com atores desconhecidos como protagonistas e figurões de Hollywood, como John Goodman, como coadjuvantes O Artista retrata a década de 20 em Hollywoodland, o auge dos filmes mudos e o inicio do cinema falado, nessa época grandes artistas foram abandonados por terem uma voz esganiçada ou que não combinava com a expectativa do público, essa mudança foi muito criticada na época, e alguns artistas tiveram que filmar contra a vontade, um exemplo é Charlie Chaplin, mas mesmo no cinema falado ele nos deu um dos maiores discursos da história do cinema.

Histórias Cruzadas (Tate Taylor)
                Esse foi um dos filmes sobre apartheid mais comoventes que eu assisti em muito tempo, fui criado com uma empregada negra cuidando sempre de mim, e eu me orgulho muito desse fato, ela era parte da família, e vendo como os negros eram tratados na década de 20 nos Estados Unidos, e toda a briga pelos direitos civis focando nas ajudantes é belíssimo. O Oscar de Atriz Coadjuvante para Octavia Spencer foi merecido e as indicações de Viola Davis e Jessica Chastain foram magníficas.

                O cinema tem uma capacidade de mudar nosso pensamento de uma forma que não pode ser descrita por um crítico de cinema que analisa de forma cínica o nosso emocional, nesses três filmes, cada um tira a lição que quer, seja uma superação em 2 palavras como em O Artista ou em 265 páginas como em Histórias Cruzadas.
 Não importa se fomos criados em um país escravocrata onde a preconceito se encontra em cada esquina e nossa mente pequena se recusa a aceitar nossa própria limitação ou em uma década perdida com valores militaristas onde a disciplina é imposta na correia ou no chicote, temos a cultura do ódio impregnando nosso código genético, o nosso dever é pegar as exposições que sofremos todo dia, como no caso dos filmes, e tentar melhorar nossa vida para o mundo.  Há um motivo do discurso de Charlie Chaplin não estar logo abaixo de onde eu o cito em primeiro lugar, ele diz tudo que eu quero dizer, mas de uma forma muito mais eloquente e passional do que jamais conseguiria.



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