Como
diz meu perfil, eu sou um projeto de cinéfilo, adoro assistir filmes, sempre
que tenho tempo eu assisto alguma coisa, e com o Oscar 2012 tive algumas boas
sugestões do que assistir, mas nesse post vou me concentrar nos 3 filmes que me
fizeram parar e pensar na vida, em ordem cronológica foram:
A Árvore da Vida (Terrence
Malick)
Esse foi o que vi a mais
tempo, auto contemplativo tem uma história comum a todos. A vida. Esse filme
traz consigo uma relação de amor e ódio, quem o assistiu e gostou, adorou de
todas as formas possíveis, mas quem não gostou, nunca gostará. Brad Pitt estava
indicado a melhor ator por “O Homem que mudou o Jogo”, mas em minha humilde
opinião, em A Árvore da Vida ele
estava muito melhor interpretando um homem inteligente, de família e hábitos
militares. A relação da mãe com os filhos é simplesmente linda, e dá vontade de
você sentar em sua varanda, na sua cadeira de balanço, e ver aquela árvore que
você plantou crescer um pouco a cada dia.
O Artista (Michel Hazanavicius)
Rodado
na França, em preto e branco, mudo, com atores desconhecidos como protagonistas
e figurões de Hollywood, como John Goodman, como coadjuvantes O Artista retrata a década de 20 em
Hollywoodland, o auge dos filmes mudos e o inicio do cinema falado, nessa época
grandes artistas foram abandonados por terem uma voz esganiçada ou que não
combinava com a expectativa do público, essa mudança foi muito criticada na
época, e alguns artistas tiveram que filmar contra a vontade, um exemplo é
Charlie Chaplin, mas mesmo no cinema falado ele nos deu um dos maiores
discursos da história do cinema.
Histórias Cruzadas (Tate Taylor)
Esse
foi um dos filmes sobre apartheid mais comoventes que eu assisti em muito tempo, fui criado com uma empregada
negra cuidando sempre de mim, e eu me orgulho muito desse fato, ela era parte
da família, e vendo como os negros eram tratados na década de 20 nos Estados
Unidos, e toda a briga pelos direitos civis focando nas ajudantes é belíssimo.
O Oscar de Atriz Coadjuvante para Octavia Spencer foi merecido e as indicações de Viola Davis
e Jessica Chastain foram magníficas.
O
cinema tem uma capacidade de mudar nosso pensamento de uma forma que não pode
ser descrita por um crítico de cinema que analisa de forma cínica o nosso
emocional, nesses três filmes, cada um tira a lição que quer, seja uma
superação em 2 palavras como em O Artista
ou em 265 páginas como em Histórias
Cruzadas.
Não importa se fomos criados em um país
escravocrata onde a preconceito se encontra em cada esquina e nossa mente
pequena se recusa a aceitar nossa própria limitação ou em uma década perdida
com valores militaristas onde a disciplina é imposta na correia ou no chicote, temos
a cultura do ódio impregnando nosso código genético, o nosso dever é pegar as exposições
que sofremos todo dia, como no caso dos filmes, e tentar melhorar nossa vida
para o mundo. Há um motivo do discurso
de Charlie Chaplin não estar logo abaixo de onde eu o cito em primeiro lugar,
ele diz tudo que eu quero dizer, mas de uma forma muito mais eloquente e passional
do que jamais conseguiria.
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